TEAM SEPÚLVEDA

jueves, 21 de enero de 2010

Possível mudança de planos / Posible cambio de planes

 

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Ao contrário do que seria de esperar, a desorganização continua a marcar presença ao longo de todos os dias. A desorganização, aliada aos problemas de idioma, que também têm sido uma constante, tem-nos desanimado bastante.

O programa altera-se todos os dias e neste momento já é para nós perfeitamente claro que isto se vai tornar num passeio turístico por Marrocos para encher os dias todos que foram cortados com a anulação da prova a partir de Marrocos. O descontentamento é geral e efectivamente ninguém pagou para isto.

Há ainda em circulação imensos carrinhas carregadas de donativos que se destinariam originalmente ao Mali e que não é suposto ficarem por Marrocos. Há um número significativo de carros, carrinhas e ambulâncias que teriam o mesmo destino, Mali e que não é lógico que se deixem ficar por Marrocos e portanto, o ambiente está estranho, porque por um lado ninguém se queixa, mas por outro lado sempre que perguntamos a alguém, vai toda a gente para Bamako.

Claramente o problema está entre a organização e o Governo Húngaro que, por razões que ainda não nos apercebemos cortou o apoio diplomático à realização da prova. Deste modo todos os problemas logísticos associados, seguros, autorizações de entrada nos países, etc… tornaram-se problemas impossíveis de ultrapassar. A título de exemplo, segundo soubemos a autorização de entrada da prova em Marrocos que tinha sido negada já com a prova em andamento, só acabou por ser concedida com parte dos carros já dentro do barco que nos levou até Nador.

O nosso único contacto ao longo destes últimos dias, tem sido com o organizador das primeiras provas, um Húngaro que vive nos EUA, que fala um Inglês perfeito e que tem um discurso completamente coerente e afirmativo. Ele vai para Bamako e ponto!!! Ao longo das conversas que temos tido com ele, temos percebido que atrás dele já vai um grupo muito considerável de concorrentes. O programa da ida para Bamako que ele nos deu logo impresso, da primeira vez que falámos com ele, prevê que, quando chegarmos à parte mais sul de Marrocos, sigamos viagem para sul, com ligeiras alterações ao programa original, alterações que incidem sobretudo na passagem da Mauritânia para o Mali.

Neste momento, para nós todas as hipóteses estão em aberto. Continuar neste filme não nos está a apetecer, pois a verdade é que isto assim não é nada, nem foi para isto que nos inscrevemos. Estamos a tentar perceber quem são e que tipo de pessoas são os que pretendem seguir para Bamako, e sobretudo, como é que se está a organizar a viagem de regresso. Para já, o facto de seguirmos o anterior líder do rally, cujo carro é um Peugeut 504 de serie, dá-nos alguma tranquilidade. De certa forma é um retorno às origens do Budapeste – Bamako, quando o espírito era levar carros velhos para depois os deixar em Bamako, por outro lado dá-nos a segurança de que seguindo atrás dele, não teremos nenhum tipo de problemas em chegar ao destino final com o nosso Toyota.

De acordo com ele, está garantida escolta militar na Mauritânia (já estava assegurada para a prova original) e já está praticamente garantida a escolta militar no Mali.

Temos ainda três dias para ir acompanhando o evoluir da situação e decidir o que vamos fazer.

 

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Contra todo lo que podríamos esperar y desear, la desorganización sigue siendo una constante a lo largo de todos los días. Por otro lado, a la desorganización hay que sumarle el problema del idioma, con lo cual, tengo que reconocer que estamos bastante desanimados y nos estamos disfrutando todo lo que queríamos y podríamos.

El itinerario se cambia todos los días y para nosotros ya está claro que este año el Budapest – Bamako no va a ser más que hacer turismo por Marruecos, una vez que hay que llenar todos los días que han sido anulados. La gente está descontenta y la verdad es que nadie ha pagado para esto.

Por aquí quedan todavía muchísimas furgonetas que están llenas de material que se destinaria a donar al pueblo de Mali y que se supone que no se debería de quedar en Marruecos. Quedan también bastantes coches, furgonetas y ambulancias que tendrían el mismo destino – Mali. No sería para nada lógico que todo esto se quedara en Marruecos. El ambiente está bastante raro y nos queda la sensación de que todos están algo perdidos y algo frustrados.

Ha quedado claro ya que el principal problema reside entre la organización y el gobierno de Hungría, que por razones que desconocemos, ha cortado con todo y cualquier tipo de apoyo diplomático al rallye. De esta forma, todos los problemas logísticos de entradas y salidas, seguros entre otras cosas, se han tornado en problemas de difícil solución. Por ejemplo, hoy nos hemos enterado de que la autorización que ya teníamos para entrar en Marruecos, había sido denegada, el mismo día en que embarcaríamos rumo a Nador. Al final se ha conseguido dicha autorización, pero ya con coches dentro del barco.

Nuestro único contacto a lo largo de los últimos días ha sido el que ha creado y organizado el Budapest – Bamako en los últimos 4 años. Es húngaro pero vive en EUA, habla un inglés perfecto, y ha sido claro y conciso desde el primer instante en que hemos hablado con él. Hablando con él nos hemos dado cuenta que hay un considerable número de participantes que bajan con él hasta Bamako. El nuevo Road-Book ya lo tiene hecho y ya nos lo ha dado, y la diferencia empieza el día 25 de Enero, donde en vez de empezar a subir para Agadir, baja para Bamako. El plano es muy similar al original, con ligeras diferencias respecto a la ruta por Mauritania.

Ahora mismo no tenemos todavía claro lo que vamos hacer. Seguir así no nos apetece, esto así no es nada y no ha sido para esto que hemos venido y hemos puesto tanto empeño. Ahora mismo estamos intentado saber quiénes son los que van a ir hasta el Mali y sobretodo que tipo de personas son. Por otro lado, lo más importante es saber cómo se organiza el viaje de vuelta. Una cosa que nos deja tranquilos es que si decidirnos ir y abandonar el rallye, vamos a seguir el líder que va en un Peugeot 504, con lo cual, si él puede, nosotros con el Toyota también lo podremos hacer. Sería un regreso a las orígenes del rally, con coches más viejos y con el espirito humanitario de ayuda al pueblo de Mali.

Nos ha confirmado ya que la escolta militar en Mauritania está garantida para la ida y para la vuelta y que está a punto de conseguir lo mismo para Mali.

Todavía tenemos 3 días para poder tomar la decisión de lo vamos hacer, aunque tenemos claro que si no hay peligro, nos gustaría seguir nuestro plan original.

5 comentarios:

isepulveda dijo...
Este comentario ha sido eliminado por el autor.
lidia dijo...

O que já disse "Off de Record" mantem-se! Estou a gostar muito da reportagem fotográfica! O vosso Toyota esta portar-se muito bem e esse nunca deve ser o problema, mas aqui vou-me conter!
Beijinhos

Anónimo dijo...

Todo mi apoyo hagáis lo que hagáis. Mucho ánimo. Abrazos.

Alex

Margarida Mira dijo...

Olá Nuno e Luís,
Apesar de toda essa desorganização esperamos que tudo vos corra bem até ao final e consigam chegar ao vosso objectivo.
As fotos do deserto estão fantásticas.

Beijinhos e Abraços,
Guida, Paulo, Sofia e Tiago

PBre dijo...

De facto aqui está descrito exactamente o que eu senti nesta edição do BB (a fazer lembrar mais um BB - Big Brother)